Antes de mais nada, acho importante registrar que este é um blog de peso: temos milhares de pageviews diários e podemos usar isso como artifício de chantagem para sermos melhor atendidos em nossas experiências gastronômico-boêmias. Nem sempre funciona.
O boteco da quinta-feira 24 de março de 2011 foi sugestão do Presidente Eduardo Gama e em respeito a ele vou escolher bem as palavras para descrever a noite.
Chegar ao Imaculada, na Ladeira João Homem, no Morro da Conceição, foi ótimo. O acesso, atrás do edifício A Noite, na Praça Mauá, deixou o candidato a membro pleno Marcus Vinícius de cabelo em pé, mas o que víamos, na verdade, era um pedacinho do Rio do final do século XIX escondido em meio a todo o caos urbano deste início de século XXI. Quase um portal para outra dimensão. A rua tranquila, de casas em azulejos e cantaria, é encantadora.
O charmoso espaço do bar estava infestado de pseudo-intelectuais-cult-artistas em função da inauguração de uma exposição de quadros de artistas diversos. Depois de algum tempo em meio a eles, nos refugiamos no mezanino, onde uma crosta de poeira repousava sobre a mesa.
Após a limpeza, iniciamos nossa saga em busca de bons petiscos e cerveja gelada. Os garçons (dois apenas) levavam uma média de 10 minutos para chegarem até a mesa, 5 minutos para anotarem os pedidos e meia hora para trazê-los.
Experimentamos pastéis de queijo com tomate seco, de bacalhau e de linguiça. Rolou uma pasta de berinjela acompanhando uma cesta minúscula de pães e uma porção de batata frita sem graça. Ah, teve também uma porção de bolinhos de feijão que chegou quando já nem lembrávamos mais de tê-la pedido.
O gelo acabou (e foi reposto por algum vizinho caridoso que doou duas bandejinhas de plástico com cubinhos), a coca zero também. O pão acabou. O chorinho que rolava toda quinta-feira acabou. Só não acabou a nossa esperança de emplacar um bom boteco em 2011. Até agora, só furada.
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